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segunda-feira, Outubro 26, 2009

A REDE NATURA 2000, O GOLFE E O PREGADO… E UMA OPORTUNIDADE PERDIDA, QUE NÃO DEVE SER ESQUECIDA.










Opinião de
João Milheiro

Três itens e um denominador comum: A Rede Natura 2000.

Com efeito, quer a zona para Criação de Pregado, quer a zona inicialmente apontada para a implantação do Campo de Golfe no nosso concelho de Mira – a Praia de Mira – tinham como área de implantação a Rede Natura 2000. Perante tal conclusão, a pergunta que se impõe é por demais evidente:

Se a Rede Natura 2000 é a mesma, como é que se conseguiu “dar a volta” à Rede para implementar a Criação do Pregado e não se conseguiu “dar a volta” à Rede para a implantação do Campo de Golfe na Praia de Mira?

Por mais voltas que dê à questão, a única resposta que encontro evidente para explicar este fenómeno só pode ser uma: Pressão… do verbo pressionar.

Bom, se foi uma questão de pressão (a tal do verbo pressionar) então a evidência leva, ainda, a uma outra pergunta: Porque é que a pressão resultou para a Criação do Pregado e não resultou para o Campo de Golfe?

Com todo o respeito por mais sábias e bem fundamentadas explicações (assim elas apareçam) aqui fica a minha modesta opinião: Para implementar a Criação do Pregado no nosso concelho de Mira, o nosso presidente João Reigota, empenhou-se de forma seríssima, no sentido de não deixar escapar tão preciosa mais valia. Estou mesmo em crer que, pese embora a Criação do Pregado tenha sido considerado pelo governo da Nação um projecto PIN (Projecto de Potencial Interesse Nacional) e, por vias disso, projecto a segurar com ambas as mãos… e ambos os pés também, se não fosse o seríssimo e profundo empenho do nosso presidente João Reigota a coisa, certamente, ter-se-ia complicado. Senão mesmo esfumado, atrevo-me a dizê-lo. Pena é que no caso do Campo de Golfe (o tal que era para ter sido implementado na Praia de Mira por alturas do ano 2000) e apesar do empenho, o nosso presidente João Reigota não tenha conseguido “dar a volta” à Rede, daqui resultando que o Campo de Golfe lá foi “pregado” para outra freguesia. E do mal, o menos. Não se perdeu tudo… e ainda bem.

Não se perdeu tudo, mas perdeu-se imenso. Em primeiro lugar, perderam-se 8 anos (com tudo o que isso implicou) a relocalizar o Campo de Golfe para outras bandas. Em segundo lugar, e para ficarmos pela “rama”, o nosso presidente João Reigota perdeu uma bela oportunidade, diga-se de passagem que gentilmente cedida pelo ministro José Sócrates (à data dos factos, não era o Primeiro mas já era o do Ambiente e do Ordenamento do Território), para ter tornado o nosso concelho de Mira muito mais atractivo e muito mais interessante do que hoje se apresenta. E como poderia ser bem diferente o nosso concelho, se o presidente João Reigota não tivesse desperdiçado tal oportunidade.

Com efeito, em consequência do chumbo do Campo de Golfe na Praia de Mira, o governo da Nação da altura (chefiado pelo Eng. António Guterres e com compromisso assumido pelo Eng. José Sócrates) comprometeu-se com o Município de Mira a dois objectivos: 1º. Disponibilidade para estudar com a autarquia a relocalização do Campo de Golfe e 2º. A aprovar e a promover o financiamento de um projecto para o local do Golfe, desde que este fosse compatível com as normas ambientais da Rede Natura 2000. Se em relação ao primeiro dos objectivos, a autarquia não se esqueceu – e ainda bem que não – de aproveitar a boa vontade do governo, em relação ao segundo dos objectivos é o que, infelizmente, constatamos: Onde deveria haver um projecto interessante (um parque ecológico, por exemplo) financiado pelo governo da Nação, há, salvo opinião mais avalizada, mato e acácias… e com fartura. De tudo isto, e lamurias à parte, podemos claramente concluir que do embate entre o nosso concelho de Mira com a Rede Natura 2000 temos o seguinte resultado:

Pregado: 1 – Campo de Golfe na Praia de Mira: 0

E se no que concerne ao vencedor deste “jogo”, o resultado não deixa a menor das dúvidas, já quanto à oportunidade perdida (a tal gentilmente cedida pelo governo da Nação, desperdiçada pelo presidente João Reigota e que tinha por objectivo compensar – à semelhança das compensações para o Oeste pela não construção do aeroporto da Ota – o Município de Mira pelos prejuízos causados, assim como a empresários e investidores, os vários anos de trabalho com pareceres favoráveis, a perda por parte do Município de receitas directas, assim como os prejuízos gerais no futuro turístico do concelho) mais não nos resta senão aguardar, ao jeito de final de jogo, pelas declarações do “treinador”.

Para terminar, falta apenas acrescentar que este público pedido de explicações encontra-se ancorado na fortíssima convicção de que estamos perante um verdadeiro crime lesa-municipio e que o foi, sem qualquer margem para dúvidas, de uma forma absolutamente lamentável. E se ao tempo destes acontecimentos, o presidente João Reigota assumiu, e muitíssimo bem, a posição de exigir responsabilidades ao governo da Nação pelos prejuízos causados a investidores e ao Município, será de esperar que (apesar do tempo passado e porque ainda vai muito bem a tempo) assuma – na plenitude – as responsabilidades pela oportunidade perdida.

“Não existe vento favorável para aquele que não sabe para onde quer ir”. Alguém disse. Confesso que não fui eu que disse, mas confesso que gostava de ter sido e ainda confesso mais: Confesso que entendo que com tal desnorte, quem se tem tramado… somos todos nós. Tenho dito.

6 Comments:

  • At 15:41, Anonymous L.P. said…

    Caro senhor autor do texto, caro Dr. Rua e caros leitores do blog

    Este texto contém uma série de mentiras, ou inverdades.
    Desafio o autor do texto a corrigir ou alterar o que de falso escreveu. Posteriormente farei o mesmo em momento oportuno.

    "Se quem quem ladra é cão;
    Quem diz mentiras é aldrabão"
    (proverbio islâmico)

    L.P.

     
  • At 15:18, Anonymous Anónimo said…

    Isso é muito feio

    Então foi alterar a imagem do texto senhor Rua!!!

    Poruquê?

    Continuas na mesma pá

     
  • At 05:41, Blogger joao said…

    Caro sr. L.P,

    Folgo em saber que, a propósito desta matéria, vêem aí esclarecimentos duma pessoa (certamente) esclarecida.

    "Se quem quem (o 2º. quem deve estar a mais concerteza) ladra é cão; Quem diz mentiras é aldrabão".

    Absolutamente de acordo. É isso mesmo: Quem mente é aldrabão e quem ladra (ainda que no sentido figurado) deve ser cão.

    Sr. L.P., os meus cumprimentos e, na qualidade de autor do texto, cá ficarei a aguardar os seus comentários que, com toda a certeza, irão fazer luz sobre este tão extrordinário caso.

    Termino, desejando que, mesmo antes de tempo, aceite os meus agradecimentos pelos esclarecimentos que certamente aí vêem e que, também certamente, me obrigarão, da mesma forma mais ou menos pública, a retratar.

    Sr. L.P., Venha de lá então a verdade verdadeira.

    João Milheiro

     
  • At 17:26, Anonymous Anónimo said…

    Oh LP meteste-te com o Milheiro, estás lixado. Não te larga mais, vai atrás de ti até ao inferno.

     
  • At 12:39, Anonymous Anónimo said…

    ó camarada
    No Inferno ando eu...

     
  • At 15:39, Anonymous D.D. said…

    Sou amigo do Rua, do L.P. (que, pelas iniciais, adivinho quem seja!) e do João Milheiro, por isso nem sei o que diga, senão que são todos boa gente, amigos de Mira e que gostam de ver o concelho progredir e, nestas coisas, há sempre quem ache, com mais ou menos razão, que não foi feito tudo quanto se podia. No entanto, também conheço o Presidente Reigota e sei que ele terá feito - como qualquer outro Presidente de Câmara de Mira, independentemente do quadrante político, o teria feito - tudo o que esteve ao seu alcance para a aprovação do projecto do golfe. Não foi possível, como o não foram tantos outros projectos por este país fora, em que fundamentalistas normas da Rede Natura 2000, RENs, RANs, cujas cartas/planos foram projectados em gabinetes de Lisboa, longe das realidades locais, que nunca visitaram, trouxeram a asfixia aos Planos Directores Municipais (PDMs), os quais chegaram ao ponto de não permitir, sequer, a expansão urbana. Todos estarão recordados do PDM, salvo o erros, de Beja em que todo o concelho estava em zonas de REN e RAN e não se podia construir uma casa: imbecilidades!
    Não se perdeu tudo, de facto, com a aprovação do projecto da Pescanova, mas mesmo este projecto esteve em sério risco, pois, ao que parece, há sempre uns senhores que se julgam supremos juízes das causas ambientalistas e entendem, tais doutos crânios, que na natureza nem um milímetro se deve tocar, e que o Homem deve viver do ar, e então nada se deve aprovar que implique destruição de coberto vegetal e colónias de formigas e outros insectos, tais como gafanhotos que, ao que parece, em sua defesa também terão corrido lá para os lados do Alentejo. Claro que quem assim pensa, e levanta obstáculos a tudo e nada só para terem os seus 5 minutos de fama na TV, vivem à custa do Estado, com empregos estáveis e remunerações largas, por isso têm tempo e vagar para aparecerem em tudo quanto é canto, metendo, como diz o Povo, o "bedelho" até em projectos que notoriamente têm um interesse fulcral quer para uma região quer para o país no seu todo. Só é pena que esses senhores, de tão amigos da natureza, não vão para a Amazónia e por lá fiquem em casas de folhas, que mais ecológico não há. Mas eles são espertos, e não vão por convicções eh eh eh.
    Por isso, e sabendo nós que os temos e teremos à perna, nada melhor que Mira pensar num outro bom projecto, sério e com um enquadramento que não colida com os razoáveis interesses ambientais, e o levar em frente, com toda a garra e defendê-lo em todas as instâncias, para o que terão o apoio dos Mirenses. Se não tememos o Mar, o qual lavramos com bois, remos e redes, também nada mais há que possamos temer.
    Um abraço a todos.

     

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